Um cansaço da ausência
me dá a mão na tarde que se põe
e que se opõe
aos afazeres
à minha vontade;
minha vontade
que vaga entre a espera
e as incertezas
daquilo que não sei
mas muito desconfio
nesse fio
cortante
em que caminho, ou tropeço
ou finjo me equilibrar
em minha opaca poesia,
na falta de emprego,
no emprego inútil do tempo
que só escorre
e só pára na memória
Precisaria de três vidas para gritar tudo que me aflige
e mais todas as eras para que tornasse a voz;
tenho opiniões a todo o tempo
mas não importa
nenhum ouvido ouviria
nenhuma vista veria
o que eu quero
ou queria
um futuro imperfeito
que não aconteceria.
Nessas flexões só quem enverga sou eu
não sei se quebro
se alquebrado
se resisto
se mesmo existo
ou se forço uma presença incômoda
nesse cômodo temporário da existência.
O vento roda lá fora
e com a cabeça rodando
faço versos em espiral
linhas sem medida
ou métrica
sem rima
e duvidosa estética;
suspiro fechado e sufocado por barulhos que não falam comigo
martelar de ferros
e versos na minha cabeça
uma lixadeira
uma serra
motores ritmados na rua
queimando diesel ou outro poluente
que mesmo sem respirar
me envenenam
devagar.
Talvez seja isso que me oprime nesse entardecer
no fim, nem tudo é triste
é apenas o sol que se esconde por doze horas
no outro dia, às vezes, volta acompanhado
de vento frio
de nuvens que o escondem
mas é certeza que está lá
atrás de tudo que nos aniquila
SOLfejando
sua música silenciosa
seu fôlego e suspiro
que nos contamina
de vida
e daquela moléstia necessária
também chamada esperança.
me dá a mão na tarde que se põe
e que se opõe
aos afazeres
à minha vontade;
minha vontade
que vaga entre a espera
e as incertezas
daquilo que não sei
mas muito desconfio
nesse fio
cortante
em que caminho, ou tropeço
ou finjo me equilibrar
em minha opaca poesia,
na falta de emprego,
no emprego inútil do tempo
que só escorre
e só pára na memória
Precisaria de três vidas para gritar tudo que me aflige
e mais todas as eras para que tornasse a voz;
tenho opiniões a todo o tempo
mas não importa
nenhum ouvido ouviria
nenhuma vista veria
o que eu quero
ou queria
um futuro imperfeito
que não aconteceria.
Nessas flexões só quem enverga sou eu
não sei se quebro
se alquebrado
se resisto
se mesmo existo
ou se forço uma presença incômoda
nesse cômodo temporário da existência.
O vento roda lá fora
e com a cabeça rodando
faço versos em espiral
linhas sem medida
ou métrica
sem rima
e duvidosa estética;
suspiro fechado e sufocado por barulhos que não falam comigo
martelar de ferros
e versos na minha cabeça
uma lixadeira
uma serra
motores ritmados na rua
queimando diesel ou outro poluente
que mesmo sem respirar
me envenenam
devagar.
Talvez seja isso que me oprime nesse entardecer
no fim, nem tudo é triste
é apenas o sol que se esconde por doze horas
no outro dia, às vezes, volta acompanhado
de vento frio
de nuvens que o escondem
mas é certeza que está lá
atrás de tudo que nos aniquila
SOLfejando
sua música silenciosa
seu fôlego e suspiro
que nos contamina
de vida
e daquela moléstia necessária
também chamada esperança.
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